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Atualizado: 29/01/2013 | Por Susan Adams- Forbes Brasil

Cursos gratuitos on-line crescem ao redor do mundo e viram critério de seleção

Universidades americanas usam mecanismo para escolher alunos e ainda conseguirem lucrar


Thinkstock

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Cursos gratuitos on-line estão causando uma grande mudança no modelo do ensino superior ao redor do mundo. Diversas universidades públicas estão planejando introduzir cursos desse tipo para qualquer um que tenha acesso à internet, segundo o jornal “The New York Times”.

As universidades, como as americanas do Arizona, de Cincinnati (no estado de Ohio), e do Arkansas, querem que os estudantes que passarem em seus cursos on-line possam se inscrever nas unidades físicas com o pagamento de uma pequena taxa.

No último ano, esses cursos cresceram rápido, inclusive com startups como a Udacity, do alemão vice-presidente do Google e professor de computação de Stanford, Sebastian Thrun, e a edX, uma parceria entre as universidades Harvard e MIT.

Milhões de pessoas já se inscreveram nas aulas, mas a grande questão é se, um dia, os cursos on-line poderão substituir os caros cursos presenciais. Até agora, poucas as instituições levam a prática a sério, como na Alemanha, na Áustria e em alguns lugares dos Estados Unidos.

O desenvolvimento é significativo porque os cursos on-line se mantém completamente gratuitos e garantem ao aluno o mesmo crédito acadêmico de cursos pagos e presenciais. “Nós gostamos da ideia, mas será parte de um programa de graduação, não como uma novidade”, disse Randy Best para o “Times”. Ele é presidente executivo da Academic Partnerships, uma empresa que há cinco anos ajuda universidades públicas a gerenciarem seus cursos on-line.

O novo programa da empresa é chamado de “MOOC2Degree”. A AP fará o recrutamento para os cursos e receberá parte da taxa que as escolas receberão dos estudantes que decidirem continuar nas graduações para terem um diploma.

A maioria dos cursos “MOOC2Degree” serão relacionados a desenvolvimento de programas profissionais, como habilitação em educação e bacharelado em enfermagem. Uma das escolas participantes, a Universidade de Cincinnati, oferecerá o curso “Innovation and Design Thinking” (“Inovação e Pensamento em Design”, em tradução livre), que pode levar a um diploma de negócios ou engenharia.

A Universidade do Texas já trabalhou com a AP em cursos que levaram ao bacharelado em enfermagem. Segundo Best, 84% dos estudantes que fizeram a versão on-line foram à universidade completar o curso.

Mas, mesmo com as notícias animadoras, os cursos on-line ainda estão muito longe de substituírem os convencionais. Não há dúvida, no entanto, de que estão ganhando popularidade e que muitas universidades estão pensando em um modo de integrá-los aos seus sistemas. Usá-los como ferramenta de seleção para ingresso nos cursos tradicionais é uma forma de ter lucro.

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